Obama diz que Putin não é "um génio" e cometeu um "erro estratégico"

"Creio que algumas pessoas estão a pensar que o que Putin fez não foi assim tão inteligente", diz o presidente dos Estados Unidos, sobre a anexação da Crimeia.
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Numa longa entrevista à rádio americana NPR, antes de entrar de férias, o Presidente Barack Obama comentou a anexação da Crimeira por Putin, dizendo que, embora muitos a tenham considerado uma jogada genial, agora "algumas pessoas estão a pensar que o que Putin fez não foi assim tão inteligente".

Questionado pelo entrevistador, Steve Inskeep, sobre assuntos da política externa dos Estados Unidos, Barack Obama optou por colocá-la em contraste com a política russa. "Uma das coisas que aprendi ao longo de seis anos", explicou, "foi a ter alguma paciência estratégica". Algo que, insinua o Presidente, faltou a Vladimir Putin.

"Há três ou quatro meses, toda a gente em Washington estava convencida de que o Presidente Putin era um génio", disse Obama. "E eu disse na altura que não queríamos guerra com a Rússia, mas que podíamos aplicar pressão gradual, trabalhando com os nossos parceiros europeus."

O Presidente americano afirma que os Estados Unidos foram "a espinha dorsal de uma coligação internacional" contra a anexação russa da Crimeia, e que o tempo mostrou que este foi "um erro estratégico da Rússia".

"Hoje creio que, pelo menos fora da Rússia, algumas pessoas estão a pensar que o Putin fez não foi assim tão inteligente", disse Obama.

Quando Inskeep lhe perguntou se a crise que afetou a economia russa era resultado das sanções impostas pelo estrangeiro, Obama concordou que as sanções tinham tornado a economia russa mais vulnerável, sendo que se ressentiria com as "inevitáveis" variações no preço do petróleo.

"Não digo isto para sugerir que 'resolvemos' a Ucrânia", mas para dar uma indicação de que, no que toca ao palco internacional, estes problemas são grandes, difíceis, complicados", concluiu o Presidente Obama.

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